Atalhos de Campo


5.8.17

a preto e branco

(...)
Como aquela fotógrafa americana que morreu na miséria
e deixou centenas de fotografias, e de rolos por revelar 
por falta de dinheiro, encontrados numa caixa postal após 
a sua morte, com excelentes fotografias que ela nunca viu.

Atalhos,7/11/14


Tinha-lhe perdido o nome. Sei que, provavelmente, Vivian Maier 
preferiria assim, manter-se anónima. Mas hoje reencontrei-o e 
reencontrei-a. Fotografava desapiedadamente, como uma cientista 
que estivesse a estudar o comportamento humano. Talvez por isso
tivesse mantido a sua obra em apertado segredo, enquanto viveu.


6 comentários:

  1. É tão bonito que exista alguém assim...que vive e dá seguimento a uma paixão e gosto particulares e desinteressados. E quantas mostras dessa natureza se perderão ...talvez haja mais gente que não vive para ser conhecido, não exige e nem pensa no reconhecimento, apenas faz o que gosta da forma que lhe apraz. Isso, bem vistas as coisas, é para elas um bem.

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    1. Sim, que não vive para ser conhecido mas para dar a conhecer... e que conhecer, todo feito introspecção e silêncio. Tive a mesma sensação, que tudo poderia ter-se perdido, não fosse certamente haver em volta provas da soberba qualidade daquele trabalho. O que deixou foi um legado para a humanidade.

      Obrigada, bea.

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  2. fui espreitar o preto e branco da Vivian e é realmente uma obra de arte. obrigado pela descoberta e pela caixa de comentários :)

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    1. Uma esteta no meio da multidão.
      Obrigada eu, Manel :)

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  3. são tantas as janelas que nos abres...
    obrigada :)

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    1. uma rosa branca para ti, ana
      és um bocadinho como ela :)

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